TCU DETERMINA BLOQUEIO DE BENS DE DILMA POR COMPRA DE PASADENA
O Tribunal de Contas da UniĆ£o (TCU) determinou nesta quarta-feira (11) o bloqueio de bens da ex-presidente Dilma Rousseff por causa de prejuĆzos causados na compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras. TambĆ©m foram bloqueados os bens do ex-ministro Antonio Palocci e do ex-presidente da Petrobras JosĆ© SĆ©rgio Gabrielli, que integravam o Conselho de Administração da estatal na Ć©poca da negociação.
Os bens ficarão bloqueados por um ano. Segundo o TCU, a medida deverÔ alcançar os bens considerados necessÔrios para garantir o integral ressarcimento do débito em apuração, ressalvados os bens financeiros necessÔrios às suas subsistências, inclusive tratamentos de saúde, e dos familiares deles dependentes. Dima, Palocci e Gabrielli ainda podem recorrer da decisão.
Segundo o TCU, o prejuĆzo com a compra de Pasadena chegou a US$ 580,4 milhƵes. O relator do processo, ministro Vital do Rego, destaca que houve erro nas decisƵes tomadas pelo conselho de administração da Petrobras na compra da refinaria.
“Ć primeira vista todas essas circunstĆ¢ncias poderiam indicar uma provĆ”vel deficiĆŖncia gerencial ou atĆ© mesmo decisƵes tomadas com base em cenĆ”rios pertinentes, mas que nĆ£o se realizaram. No entanto, o aprofundamento das apuraƧƵes e toda a documentação aqui carreada indicam mĆ” gestĆ£o proposital com a finalidade de encobrir desvios”, argumentou o ministro.
Em agosto, o TCU havia condenado Gabrielli e o ex-diretor da Ćrea Internacional da Petrobras Nestor Cerveró a pagar US$ 79,89 milhƵes em conjunto, mais R$ 10 milhƵes cada em multas, alĆ©m de ficar inabilitados para exercer cargo pĆŗblico por oito anos.
Em 2006, a Petrobras comprou 50% da Refinaria de Pasadena por US$ 360 milhões. Por causa das clÔusulas do contrato, a estatal foi obrigada a comprar toda a unidade, o que resultou em um gasto total de US$ 1,18 bilhão. A compra foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da Petrobras.
A assessoria da ex-presidente Dilma ainda não se manifestou sobre a decisão do TCU.
Congresso em Foco

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